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sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Como Romeu e Julieta

Título: Como Romeu e Julieta
Autora: Nina Auras
Editora: Novo Século
Páginas: 197



Mantive muitas expectativas sobre esse livro enquanto esperava uns três meses para que chegasse na livraria. Veja bem, a autora tinha somente catorze anos ao publicá-lo, e mesmo assim já era fã da Clarice Lispector e José Saramago, tem até um trechinho de Guimarães Rosa aqui, algo que nem minha professora de redação conseguia ler nessa idade. E talvez seja exatamente esse motivo que me fez desgostar da leitura. A lição da vez, além do básico "nada de expectativas"? Bom  gosto não garante nada.
Não, era mais do que isso... eu estava animada. Triste, porém animada. Uma combinação certamente estranha e possivelmente macabra. Pág 103

sábado, 7 de setembro de 2013

A vida que ninguém vê

Título: A vida que Ninguém vê
Autora: Eliane Brum
Editora: Arquipélago Editorial
Páginas: 205

   Antes de tudo, devo dizer que esse livro é jornalistico.
   Porém, ao contrário do que nos habituamos a ver, como a catástrofe de Santa Maria, o terrorismo de 11 de setembro e a guerra na Síria, ele fala de pessoas que você provavelmente não conhece, como o menino do morro que já não pode andar, o carregador de malas do aeroporto que nunca voou, um homem que guardava o lixo a história de toda uma cidade e um macaco que fugiu da jaula e foi tomar uma no bar, e pessoas que você infelizmente já não poderá conhecer, como a menina que pedia esmola aos  carros e que morreu atropelada.
   Eliane se propõe a mostrar o jornalismo esquecido. A extraordinária vida ordinária, ou a vida ordinária extraordinária que, ao fim, a gente descobre que também é a de cada um.
Vemos o que todos veem e vemos o que nos programam para ver. Era, com toda pretensão que a vida merece, uma proposta de insurgência. Porque nada é mais transformador do que nos percebermos extraordinários - e não ordinários como toda a miopia do mundo nos leva a crer. Pág 188

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Caderno H

Título: Caderno H
Autor: Mario Quintana
Editora: Alfaguara
Páginas: 368

Mario Quintana era o meu poeta favorito. Não, nunca tinha lido um livro dele, eu era aquele tipo de fã pelos trechos que via sendo divulgados pela internet. Depois peguei um livro de um outro poeta e pude dizer, de fato, que tal poeta era o meu favorito. Mas, por curiosidade, comprei esse livro. Confesso que li na pressa, pois tenho uma meta de ler no mínimo cem livros esse ano, portanto é bem provável que minha resenha seja superficial. Bem, ao menos eu já li algo do tão amado Mario Quintana.

... mas o que eles não sabem levar em conta é que o poeta é uma criatura essencialmente dramática, isto é,  contraditória, isto é, verdadeira.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Ensaio sobre a cegueira

Título: Ensaio sobre a cegueira
Autor: José Saramago
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 310.


Eu sempre gostei de fazer breves comentários no skoob sobre os livros que acabo de ler, anotando as minhas impressões finais. Mas com Ensaio sobre a cegueira foi um tanto diferente: quando cheguei na metade do livro, descrevi no histórico de leitura simplesmente um adjetivo. Embora já o tenha terminado, nada acrescentei. Esse adjetivo resume tudo: É perturbador.
É dessa massa que nós somos feitos, metade de indiferença e metade de ruindade. pág. 40

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Leite Derramado

Título: Leite derramado
Autor: Chico Buarque (CHICO BUARQUE!)
Editora: Companha das Letras
Páginas: 200



Sabe aquele livro que te conquista na primeira linha, na primeira palavra, te encanta, te toca com uma singeleza e um sentimento ímpar? Pois é.
Mas se com a idade a gente dá para repetir certas histórias, não é por demência senil, é porque certas histórias não param de acontecer em nós até o fim da vida. Pág. 184

terça-feira, 30 de abril de 2013

A Seleção

Tétulo: A Seleção
Autora: Kiera Cass
Editora: Seguinte
Páginas:368


Eu estou completamente apaixonada por esta capa. É, dei uma estrela a mais no Skoob por causa dela, e o legal é que se tornou a marca da série, as capas são perfeitas *.* Além de combinarem bastante com a estória e a própria America, que usa muito azul. E também fiquei me perguntando se a autora tirou essa ideia principal da história de Ester, da Bíblia, que foi basicamente obrigada a participar de uma "seleção" para a futura rainha da Pérsia (é Pérsia, certo?).
“(...) A ideia de entrar em um concurso que o país inteiro acompanharia só para ver um riquinho esnobe escolher a moça mais linda e sonsa do grupo para ser o rosto calado e bonito que apareceria ao lado dele na TV... era o bastante para me fazer gritar. Haveria humilhação maior?”Pág. 14

domingo, 24 de março de 2013

O Pássaro

Título: O Pássaro
Autor: Samanta Holtz
Editora: Novo Século
Páginas: 477

Curioso: este livro chegou em minha casa atrasado (comprei com ele Eu e Você, que chegou quase uma semana antes), só para chegar justamente no dia oito de março, o Dia Internacional da Mulher. Coincidência? É muito provável, já que Caroline Mondevideu, a protagonista, é muito feminista para a sua época. E me ensinou, confesso, uma bela lição.
— O que gostaria de ganhar?Caroline calou-se, inquieta.— Com todo respeito, senhora, aonde pretende chegar?— À sua alma, meu bem.Ela sentiu a espinha gelar.— Qual o seu desejo mais profundo? — insistiu, após refletir um pouco.[...] — Uma palavra!—Não existe palavra para definir o que quero.— Invente uma!— Não sei... O que sinto é como... É uma vontade de...— Resuma em uma palavra!—VOAR! pág. 264 e 265

terça-feira, 19 de março de 2013

Marina

Título: Marina
Editora: Suma das Letras
Páginas: 189

Comprei este livro com a absoluta certeza de que iria virar um favorito. Eis o meu erro.
Resenhas são enganosas, por isso talvez você não deva confiar em mim como eu não deveria ter acreditado fielmente em todas as resenhas ultra-mega-hiper entusiasmadas sobre esse livro.
Naquelas semanas, aprendi que é possível viver de esperança e nada mais. Pág. 182

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

A Hora da Estrela

A Hora da Estrela - Clarice Lispector
Editora: Rocco
Páginas: 87

Onde está a sinopse?, você pode estar se perguntando. Não irei colocá-la, talvez nem venha falar da estória em si, e sim das entrelinhas. Que tipo de resenha é essa? Não sei, meu(minha) caro(a), tal resposta ainda não me veio, talvez tenha se perdido no céu da minha boca. É isso que a Clarice faz comigo.
Juro que este livro é feito sem palavras. É uma fotografia muda. Este livro é um silêncio. Este livro é uma pergunta. pág. 17

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Luzes da África


Título: Luzes da África — Pai e filho em busca da alma de um continente.
Páginas: 574
Editora: Civilização Brasileira.
Autor: Haroldo Castro.


    Haroldo Castro — jornalista e viajólogo (como o mesmo se denomina) — teve uma brilhante ideia: mostrar a África esquecida pela mídia. Nada de fome, pobreza, caos ou os clichês da guerra civil. Detrás, e mesmo antes, de tudo isso há um povo  de culturas próprias que sobrevive e se desenvolve. Com histórias, mitos, paisagens peculiares, animais exóticos, diferente daquilo que estamos acostumados a ver. Porque esse é um continente de Luzes.
Percebemos que existe, na alma de cada africano, uma sensação de frustração em relação ao estrangeiro. Por que vocês, de fora, sempre veem o lado negativo de continente? Por que a nossa miséria é mais importante do que a nossa cultura radiante? Por que a mídia internacional só enfoca tragédias e guerras? Por que não acreditar na África? pág. 21
   

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Antologia Poética

    Eu resolvi fazer as resenhas.Vou, se tudo der certo, fazer um post sobre algo nacional todo mês (espero que esse algo seja relacionado a livros, mas não tenho certeza). Espero que gostem e que deem uma chance ao que é nosso. Este é um pequeno projeto que há tempos quero fazer, mas só me decidi agora, quando uma amiga disse que seria uma iniciativa genial (para os que também gostaram da ideia, agradeçam a Dandara, sem ela eu não teria levado isso à frente!), qualquer dúvida, veja o primeiro post que fiz sobre o assunto.
    Bem o livro da vez é Antologia Poética de Cecília Meireles (não se assustem com o tamanho do post, eu não pude me conter. Ah, tem uma campanha rolando, leia até o fim pra descobrir do quê é!)



Sinopse: Esta antologia, publicada pela primeira vez em 1963, revela um precioso auto-retrato da escritora. Além de ser a sua primeira coletânea, foi também a única em que ela própria selecionou todos os poemas, retirados de diversos livros seus, além de poemas inéditos até aquela época.