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terça-feira, 27 de agosto de 2013

Primeira autora parceira

   Fiquei super feliz ao receber um recado. Samanta Holtz me fez um convite, que aceitei com todo o prazer e alegria possíveis. Minha primeira parceria com autores! Estou tão feliz que sinto-me saltitante. Sem falar que ela é muito gentil. Sabe o que disse no recado? "[...] para mim, TODOS os blogs literários são meus amigos queridos e muito bem-vindos! Mas resolvi me organizar e vi que muitos de vocês que resenharam o meu trabalho (por amor e vontade própria!) e estão sempre me apoiando não estão na minha lista [de parceiros]... e resolvi incluí-los!!" Não é adorável?
    Confira a resenha do primeiro livro dela, O Pássaro.
    Eis a sinopse do seu novo livro.

Amelie Wood perdeu os pais aos doze anos e, desde então, vive em um abrigo de meninas. Com a chegada do seu décimo oitavo aniversário, ela vive agora o temido e esperado momento de deixar o lugar que a acolheu por toda a adolescência para enfrentar o mundo em busca dos seus sonhos. Seu bem mais precioso é o velho exemplar do romance que sua mãe lia para ela, na infância. "Doce Acaso" contava a história de Beth Levitt, uma jovem que, como ela, amava o balé e tinha a vida transformada ao conhecer o príncipe Edward. Amie suspira ao reler incansavelmente aquelas páginas, imaginando quando o príncipe da vida real baterá em sua porta... Por isso, ao soprar as velas, não tem dúvida quanto ao seu pedido: "Quero ser Beth Levitt!". Através de grandes coincidências e uma trajetória que ela jamais imaginaria, Amie se vê, de repente, no fascinante mundo do cinema, cara a cara com o príncipe mais lindo que sonharia encontrar e lutando para se esquivar da maldade de muita gente invejosa, contando, para isso, com sua melhor arma: um coração puro.

E a capa, de designer fantástico, tinha que vir parar aqui. Claro.
XOXO
Samyle S.

terça-feira, 30 de julho de 2013

As pessoas quebram, Eliane Brum escreveu

Eliane Brum me conquistou com uma entrevista ao Jogo de Ideias que assisti procurando dicas de como escrever melhor. Ela não é uma pessoa comum, ela olha o que ninguém vê, descreve o que todo mundo sente de  modo que nunca havíamos sequer imaginado.
"O que eu poderia dizer a você, Catarina? A verdade? A verdade você já sabia, você tinha acabado de descobrir. As pessoas quebram."
Embora seja jornalista, foge ao sensacionalismo. Nada de homem que morde o cachorro, prefere o cachorro que morde o homem, o natural, o comum, como a morte - esse, aliás, é um dos temas mais presentes nas suas crônicas e reportagens. Preciso dizer que é a minha escritora/jornalista favorita? Poxa, ela me faz entrar no site da Época toda segunda pra ler seus textos.
Claro que eu não poderia deixar de apresentar seu mais novo trabalho, certo?
A menina quebrada - E outras colunas de Eliane Brum


Nas colunas da repórter Eliane Brum no site da revista Época, a vida pode ser tudo, menos rasa. A cada segunda-feira, os leitores encontram um olhar sobre o Brasil, sobre o mundo, sobre a vida - a de dentro e a de fora. Eliane pode escrever sobre a Amazônia profunda, como alguém que cobre a floresta desde os anos 90; ou pode provocar pais e filhos, com uma observação aguda das relações familiares marcadas pelo consumo; ou pode refletir sobre a ditadura da felicidade, que tanta infelicidade nos causa. O que não muda são a profundidade e a seriedade com que ela trata cada tema. O que não é surpresa é seu enorme talento para enxergar muito além do óbvio. Essa combinação transformou sua coluna de opinião em um fenômeno de audiência. Este livro reúne seus melhores textos e dá ao leitor uma fotografia do nosso tempo, visto pelo olhar de uma repórter que observa as ruas do mundo disposta a ver. E que escreve para desacomodar o olhar de quem a lê.
Confesso que tal sinopse não mexeu comigo. Já conhecia tudo o que foi descrito, só a certeza de ter uma obra de qualidade me fez adicionar esse livro aos vários nomes da minha lista de desejados. Mas peço que você pare um pouquinho e ouça o que a própria autora falou sobre ele. Apesar de o áudio não estar tão bom, ele vai mexer com você. Muito.

"Ser forte, Catarina, não é saber quebrar os outros. É saber quebrar."

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Sobre o chamado de um escritor

    Não existe uma regra geral para saber se você foi chamado para ser escritor ou não, acho. Isso parece ser muito singular, íntimo, para todo mundo. Talvez seja com um eureka! dentro de uma banheira, assim como foi com o nosso querido Arquimedes com a sua descoberta célebre, mas não creio que seja tão simples.
     Há quem nasça, entretanto, aparentemente predestinado a seguir carreira, como a autora Samanta Holtz que faz aniversário em pleno Dia Mundial do Livro, ou talvez mesmo hoje, no dia do escritor, algum escritor que eu não conheça – ou até mesmo você, meu caro e estimado leitor – esteja apagando velinhas, porém ainda não é regra, só uma coincidência peculiar. Ser escritor vai muito além de ter boas ideias, virar best-seller ou já ter sido publicado.
    Eu sei, não sou uma expert no assunto, sou apenas uma pseudointelectual que sonha em estar nesse ramo, mas acredito que ser um escritor está mais associado a um estilo de vida do que a qualquer outra coisa. Nina Auras, uma jovem que publicou um livro aos catorze anos, quando foi indagada sobre essa façanha disse que “[...] a escrita não é algo que você domina, é algo que domina você”. Não é uma escolha, é uma necessidade.
    Adaptando um pouco o que Mario Quintana disse, “quem escreve salva um afogado”, nem que o afogado em questão seja você mesmo. Clarice Lispector escrevia desesperadamente como se para salvar alguém, que no fundo era ela própria. Escrever é isso, preencher nossas lacunas existenciais com uma intensidade de quem passa a viver através de meras vinte e sete letras. Para, no fim, se desapegar.  “A escrita não ressuscita. Ela enterra”, essa é do John Green.  É um começar e recomeçar constantes para poder seguir em frente.

    Por isso não podia deixar essa data passar batida. À cada um que se identificou, blogueiro, escritor de gaveta, dou-lhe meus afetuosos parabéns.

sábado, 20 de abril de 2013

Falando um pouco sobre... Nina Auras

Eu estava navegando por blogs literários (coisa que, aliás, eu sempre faço) e tive uma grande surpresa, um imenso achado. Encontrei uma escritora que criou uma estória que se passa na época da Segunda Guerra Mundial, ou seja, trata do nazismo, publicada por nada menos que a Novo Século, AOS CATORZE ANOS. Isso mesmo, você não leu errado. Vamos conhecer mais desta provável prodígio da literatura nacional?

Nina Auras (e este é o seu nome, de fato) sonha em ser escritora desde os seus seis anos de idade. Hoje tem 15 anos, é estudante, escritora e blogueira (Palavras ao Vento), seu livro favorito é O Morro dos Ventos Uivantes e, entre os seus autores prediletos, estão José Saramago, Clarice Lispector (♥) e Emily Brontë. Para criar esta estória ela leu Forgotten Holocaust e War in the shadows of Aushcwitz, ambos sem tradução para o português.
O que ela fala sobre ter escrito um livro tão nova:
Acho que não se precisa de formação para escrever um bom livro. Talvez para interpretá-lo, ver a que movimento literário ele pertence, mas para escrever? Escrever não é algo que você domina, é algo que domina você. Não acho que eu seja a melhor pessoa para dar conselhos, mas penso que, se a escrita for quase uma necessidade para você, se você escrever com paixão, o seu livro será apaixonante e necessário também. [fonte Mademoiselle Love Books]

Na Cracóvia, Polônia, de 1944, o medo se alastrava como fogo no álcool. Em 7 de outubro, os Sonderkommandos judeus (prisioneiros que haviam sido selecionados para trabalhar como “operários” nas câmaras de gás) organizaram uma revolta no Campo de Concentração Auschwitz-Birkenau. Os 250 prisioneiros revoltosos foram capturados e imediatamente executados. Mas Adam, um dos revoltosos, conseguiu fugir. Ele acabou encontrando a ajuda que precisava em Julia Leinster, uma jovem filha de um comerciante cercada de dúvidas, problemas e doenças que o encontra no meio da noite e o abriga em segredo. Só que acho que todos sabemos que segredos não duram para sempre...
 Skoob ♦ Adquira o seu!

Não resisti e coloquei um pedaço de uma resenha feita por Jups [skoob]: "O romance é bem singelo e pacífico. Começa simples, nos olhares, na confiança e pelos pequenos sentimentos, até se tornar um furacão chamado desfecho."
"Agora que eu não estava correndo e rindo debaixo dela, que caía com tanta leveza lá fora, a chuva parecia-me ousada e melancólica, como uma lembrança de que a vida dói - e, se não dói, não é vida."

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Mudando de assunto...

Eu vou fazer um post bem diferente hoje, como o nome já deixa nítido. Veja bem, sempre quis divulgar obras nacionais, principalmente porque a nossa literatura é muito desvalorizada. E eu, como uma escritora (sim, me considero uma escritora), vejo este fato como algo desesperador. Enfim, trouxe uma obra que foi lançada há pouco tempo (no dia 10 de Novembro) da Amanda Steilein, uma jovem de muito talento.